Vou contar um pouco da minha história, de tudo o que eu leio, o que mais me faz sentir melhor é me identificar nas histórias de outras pessoas, então espero poder proporcionar o mesmo alívio .

Sou o mais velho de 3 filhos, meus pais apresentam vários dos sintomas de tdah, o que definiu minha vida, tanto para as coisas boas, como para as ruins. Minha infância até os 7 anos trouxe o melhor de uma vida com tdah´s, muita diversão, altas festas de aniversário, viagens muito divertidas, gente em casa o tempo todo e felicidade a maior parte do tempo, aí veio o pior do tdah nos meus pais, falta de dinheiro, excesso de bebida, casos do meu pai, depressão da minha mãe, casamento desfeito, mais depressão e um período de uns 6 anos de uma turbulência que marcou muito negativamente minha infância, tanto eu quantos meus irmãos passamos por períodos muito ruins, provenientes da falta de grana e da falta de estabilidade emocional e a falta de responsabilidade típica de um tdah, (o que me faz questionar se eu tenho condições de ser pai) que definiram nossa vida adulta em extremos de qualidades e defeitos, somos muito bons pra algumas coisas e muito ruins pra outras.

Aos 13 anos eu conheci o esporte e minha mãe já separada do meu pai e trabalhando, conseguiu nos fornecer alguma estabilidade emocional e financeira por mais 5 anos, que por coincidência foi o tempo que me dediquei ao esporte. Uma das alternativas que me parecem consenso para o transtorno é a atividade esportiva, durante esses 5 anos em que me dediquei os sintomas de tdah eram bem menores e minhas crises existenciais quase não existiam, mas por outro lado, minha mãe nunca me incentivou a pensar alto e qualquer demonstração disso era severamente desencorajada. Foi um período que nada de ruim aconteceu, mas nada de bom também.

Veio a maioridade, um namoro, minha mãe mudou de cidade e fui morar com meu pai e kaboom! Toda a tranquilidade foi ladeira abaixo, não me entendia com meu pai, eu não tinha a menor estrutura pra viver a vida adulta, ao mesmo tempo sair da redoma que minha mãe tinha criado não foi fácil e fiquei a deriva até os 30 anos, quando descobri o livro da Ana Beatriz, o mentes inquietas. De lá pra cá foram 3 anos de um aprendizado intenso, que eu pretendo dividir aqui no blog.

Espero que da mesma maneira que eu encontrei ajuda e insights em outros blogs, esse espaço sirva ao propósito de entregar alguma luz a quem procura.

Anúncios